Conheçam o videoclipe #ISSOAQUINÃOÉRAP e seu conteúdo contundente e necessário

Primeira faixa do álbum intitulado #ISSOAQUINÃOÉRAP do poeta e educamor Diego Cavaleiro Andante que será lançado em agosto de 2017.

Quando se mistura ritmo, poesia, conteúdo e muita arte, não tem como dar errado. Essa foi a receita desse trampo que acaba de ser lançado e traz um novo fôlego para a cena urbana local. ''Não tenho flow, não tenho fã mas sei que rap é o que garante um novo amanhã", essa frase inserida nesse som, define de forma inteligente o olhar de quem está dentro de uma cultura que não apenas dá espaço, mas que traz a cada dia, mais perspectiva a todos nós, pobres, pretos, marginais e periféricos. O Espírito Santo é celeiro de nobres e talentosos artistas e aqui você poderá conferir uma dose dupla com esses artistas, Diego o Cavaleiro Andante e Akiri Conakri que mostram que a periferia está cada vez mais inteligente e bem instruída.


Ficha Técnica:

#ISSOAQUINÃOÉRAP

Autores: Diego Cavaleiro Andante Part. Akiri Konakri
Produção Musical: Skeeter
Capitacao de voz, mix e master: DJ Eric Jack (Macrophono ÁudioLáb.)

- VIDEO CLIP -
Direção, Gravação & Edição: Jairo Santos (Viella Films)

Facebook:
Diego o Cavaleiro Andante
Akiri Conakri

Instagram:
Diego o Cavaleiro Andante
Akiri Conakri

Letra:

(Diego Cavaleiro Andante)

Ser MC é muito mais que combinação de palavras
É a mente que se livra, é a boa ação que tu lavra
É da arrogância que se livra quando entende o poder da palavra
Que só vale de alguma coisa se a atitude não for falha
É entender de quebrada que brada
Cansada do descaso e da porrada, racismo é navalha
E em toda pele preta tem uma cicatriz tatuada
Não se lê mão de pedreiro porque é toda calejada
Enxada, concreto, vassoura, tanque, panela de pressão
A coisa aqui tá preta como na favela e na prisão
Almejo, prevejo o dia que preta vai fica a graduação
Mas cadê seu flow? Pra quê flow? Você não tem flow?
Não, eu tenho ideia jão, tá bom pra você ou tá faltando um cordão?
Ostentação é viver até os 30 quando a gente não passa dos 21
A cada 23 minutos morre mais um rapaz comum
PEC 241 proposta por 171 que ocupou a presidência
E hoje o rap mais pesado que existe é quem ocupa a escola por resistência.

Cês estão me entendendo? Cês estão me entendendo?
Não né, vocês não estão cantando isso.

(Akiri Conacri)

Meus amigos tão morrendo sem entender a guerra
Na mão tem uma PT e mau pegaram na caneta,
Porque a fome que eu sinto é a mesma que os negam,
Filho consequente de uma pátria de tragédia.
Você crente pouco entende, chamam filho do diabo,
Meu pai me abandonou no inferno e foi pra casa do caralho.
O que me mata é prazer, pra ser, cadê meu palco?
Eu não preciso de viés, melhor junta aliado.
Meu som é tipo coca causa ressaca moral.
Meus versos tão sombrio mexe com o espiritual.
Meu som né porra nenhuma, poucos rappers, vários tolos,
Esse poema é o silêncio que precede o esporro.
Sempre tem uma falha no sistema. Foda é treta por porra nenhuma.
E o filho dos fudidos que sempre me fudeu
Agora tão cantando rap e se vestindo como eu,
Aqueles que são como eu? Se tretaram.
Por fama, buceta, dinheiro e cargo comissionado.
MC’s de ar condicionado, condicionados a americanizar nosso abrasileirado.
Suas peles clarearam o discurso egocêntrico,
Se esqueceram que pra tá aqui quantos dos nossos morreram.
Os que se acham tão perdido e os pedidos se achando,
Eu nem gosto de achismo, vejo tudo do fundo do poço.
E se até hoje eu não parei é porque amo esse troço.
Vê se me entende, não é possível agir como idiota
E quem ganha esse rap game tão falido?
Levada tipo Garcia: - Não fode!
Falaram que tô plagiando: - Spoiler!
Enquanto você só crítica: - Ibope!
Violência ritmada em cada estrofe.

(Diego Cavaleiro Andante)

Eu sou da massa, mas não sou do clã
Não tenho flow, não tenho fã mas sei que rap é o que garante um novo amanhã
Muito Gold nas costas dos alienados
O jogo é sujo, cheio de branco por isso é embaçado
Se é pra ser da massa que seja da massa de mudança
Intemperança, nessa guerra quem espera nunca alcança, santa ignorância,
Atitude de adúlteros prefiro a pureza das crianças
Sem onomatopéia se liga nesse ideia sem espaço pra trá trá trá
Eu vou tratar de abrir as mentes que queiram gravar as treck’s
Muito mano no rap prefiro as minas esses homens não passam de moleques
(check o microfone check) não defeque
Nos oprimem por decretos e pra consumir dão créditos muitos MC’s em descréditos
Não passam de decrépitos incrédulos
Você que é do rap não mela na rima é MELANINA
Cante para Pretos aumente a estima
Cada vez mais ROOT’S as PRETAS que estão na lida
Mostrando que é D’ORIGEM a nossa disciplina
Holiday só se for ESTÁCIO mantendo o samba no compasso sem descaso,
Mas se é RAP faça com respeito, pra polícia eu sou o suspeito padrão
Ela é o padrão que mata o suspeito!

Sobre o DNA Urbano

É um site que cria uma interlocução direta com seu público e com projetos culturais da cidade que tenham entre suas atribuições a valorização e o fortalecimento das culturas juvenis urbanas.

As RUAS nas REDES...
Somos Mídia Livre!

Contato

Sugestões, Elogios, Dúvidas e Parcerias:

 

email
(27)999.918.819

Licença de Uso

Todo conteúdo do DNA Urbano é livre para reprodução, seja ela total ou parcial, para fins pessoais, comerciais ou educacionais, desde que citem as devidas fontes (nome do site, seguido do link do conteúdo em questão).

Manter os devidos créditos é também uma forma de incentivar o trabalho dos autores de conteúdo.

Top