Entrevista com o Graffiteiro Paulista FINOK

Entrevista com o Graffiteiro Paulista  FINOK   

Graffiti em tons de verde, com carinhas de olhos grandes é uma marca registrada do   Graffiteiro Rafael, Conhecido Mundialmente por Finok.

 Membro da "família Montana-Cans" e que já visitou várias no Brasil e no exterior, passou recentemente pela cidade de Vitória onde deixou sua marca por muros da capital capixaba, cedeu gentilmente uma entrevista para o DNA Urbano. Confira!    

 
Pra começar, Quem é “Finok”?  E porque “Finok”?
Eu já fazia graffiti, mas procurei um nome que fosse único. Meu apelido aqui na minha rua é Figo, e tinha um amigo que não sei por que me chamava de Finók. Então ficou assim, desde 2004.

 

Qual a sua idade?
24 anos.

 

Entre o descobrir e o praticar graffiti "rua", levou muito tempo? 

Eu vi, e como muitos fazem eu quis fazer também. Mas a cabeça da gente muda muito conforme o tempo passa, e depois de muito tempo vc começa a descobrir o que é graffiti de verdade.

 

 

O que realmente o graffiti representa pra você?

O graffiti é minha alma, não me vejo sem fazer isso, coloco o graffiti na frente de quase tudo na vida.  Quando se é compulsivo por alguma coisa, o natural é com o tempo vc ir diminuindo, mas isso não acontece. Pelo menos por enquanto, rs.

 Há quanto tempo você está nesse universo do graffiti? 

Meu primeiro graffiti foi em 2002 mais ou menos, mas considero mesmo 2004.

 Você faz parte de alguma Crew? Quais?

Vlok e Anx. 

 

  

Como é a sua relação com os artistas da sua crew?
É uma família, se resume nisso, uma família que agente escolhe. Graffiti é só uma coisa que todos fazem em comum.

 

Você já pintou em vários lugares dentro e fora do Brasil. Desses lugares que você pintou, qual foi o mais marcante? Por quê? 

Acho que todos os lugares são marcantes. Não dá pra falar, são muitos mesmos. Desde uma família muito pobre pedindo pra você  pintar dentro da sua casa porque gostou do que você fez em uma outra parede, ou uma visita a uma delegacia e assinar um processo. Já aconteceu muita coisa mesmo, e ta sempre acontecendo. O Brasil num todo é um lugar que marca, o contraste é violento, tem lugares que as pessoas adoram, e outros lugares odeiam. Uma coisa que é fato, é que você colocar tinta na parede meche com as pessoas

Muitos artistas vindos do graffiti tem feito  trampos para grandes empresas, inclusive você. Em sua opinião, Além da parte financeira qual a importancia desse tipo de parceria  Empresas X artistas?

Uma coisa que eu gosto de separar é graffiti de trabalho, mesmo que toda a parte de criação do seu trabalho tenha vindo do mundo do graffiti. Vendo pelo lado profissional, a importância é de você saber que o seu trabalho alcançou um patamar no qual atinge outras coisas que não tem ligação com a rua. 

 Geralmente uma das grandes dificuldades de um escritor, está relacionada a aquisição de material (Spray principalmente), Como é isso para você ? 

Já deixei de fazer muita coisa pra poder ter tinta, e poder pintar. Hoje em dia é bem mais tranqüilo, mas já foi complicado, acho que todo mundo que ta na rua sabe como é isso.

  

Você já fez alguma exposição de seus trampos? O que acha do Graffiti nas galerias de arte?

Já participei de exposição sim. Independente do nome, do titulo, o graffiti nunca vai estar em galeria de arte. Existem muitos artistas que participam de exposições, que vieram do graffiti e ainda fazem graffiti, mas não se pode dizer que existe exposição de graffiti dento de uma galeria de arte. Graffiti é outra coisa.

 

Como você vê o Graffiti, nacional e gringo, Atualmente? 

Começa pela aceitação das pessoas. Aqui a maioria gosta, claro que tem exceções, mas lá fora é o inverso, a maioria odeia graffiti. Acho que em SP, as pessoas que fazem graffiti se preocupam mais em desenvolver um estilo, se bem que isso vai sempre mudando, cada época é uma época, sempre tem tendências que são seguidas.

 

  

Muitos artistas aderiram a internet como meio de divulgar os graffitis mas, você é uma das poucas exceções nesse sentido. Tem algum motivo especial ou apenas não gosta muito dessa forma de mostrar os trampos ?

Nada contra quem divulga, mas a minha parte é só deixar na rua.

 

O seu graffiti tem ligação direta com o Hip Hop,? 

Não.  Hoje em dia não tem mais muito isso, a grande maioria não tem ligação. Todos os elementos tomaram meio que o seu rumo.

 

Quais as sua influencias no graffiti?

Quando eu comecei, era a geração que fez muito throw-up de látex e rolinho. Mas acabou misturando com muitas coisas que eu gosto, algumas que não tem nem ligação com graffiti.

 

  Tem alguma religião? 

Corinthians, rsrs. Sei que não parece, mas é isso mesmo.

 

Qual o seu objetivo como Graffiteiro? 

Sempre mais, seja qualidade, quantidade.

 

Como é a aceitação da sua família em relação ao graffiti? Sempre foi assim?

Não gostavam quando comecei. Aos poucos começaram a aceitar, mas não pelo graffiti em si, e sim porque perceberam que o graffiti caminha em paralelo com a arte, pq vc é obrigado a criar. Mas eu entendo, graffiti é diversão.

 

 

Quais as técnicas que você gosta de utilizar ?

Látex e spray, é tipo arroz e feijão pra mim.

 

Finok, Poderia  deixar uma mensagem aos internautas aqui, do DNA Urbano?

Independentemente do que for, faça por amor, e não porque vai te dar algum tipo de retorno, nunca espere nada em troca. Seja verdadeiro com você mesmo antes de mais nada.

 

Finok, muito Obrigado pela sua participação no DNA Urbano, fique á vontade para dizer algo que julga interessante e que ainda não foi dito. 

Valeu o espaço, um abraço a todos do DNA Urbano.

  

Onde encontrar o Finok ?

Só nas ruas rsrs. Tem um blog também, com alguns trabalhos que eu fiz:

www.finok.blogspot.com

 Vídeo Entrevista com o Finok

    

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